Irmão Fauvista.
Meu irmão veio ao Rio, me trouxe uma aura fauvista.
A presença dele direcionou toda tonalidade cinza em amarelo e vermelho. Os toques de pinceis antes mais planejados e contados se tornaram brutos e descoordenados. A linha do que é real ele não me deixa tocar, sou apenas sua criança que pode se perder, mas ele vai tá lá pra me puxar sem longos sermões.
É uma relação primaria, instintiva. Sem muita expressão, como numa tela multi-colorida desorganizada, quem olhar não vai achar grandes significados, mas como foi a gente que a pintou, sabemos que por traz de toda aquela camada de tinta existe algo que poucos podem sentir. Que é o amor sem grandes firulas, apenas vivido e radiante.

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